Este é um daqueles textos longos(?) e sérios que eu escrevo achando que tenho alguma propriedade e as pessoas comentam fingindo que também são entendedoras do assunto, mas na verdade nenhum de nós sabemos porra nenhuma de porra nenhuma. No caso de hoje, falaremos sobre Dexter. Escrevi este texto logo após assistir ao episódio 6×11:
Dexter é uma série de TV baseada em um livro do mesmo nome, que iniciou em 2006 e hoje está na sexta temporada. Ela retrata a vida de um serial killer com uma visão diferenciada… aah quer saber? Esse é um post direcionado para quem já assiste Dexter. Então considero desnecessária aquela introdução básica que minha professora de redação falou que eu TENHO que fazer.
antes de mais nada, não estamos falando desse cara, ok?
Dexter, desde mais ou menos o quinto episódio que eu vi, se tornou minha série favorita, desbancando Prison Break. Quando comecei a assistir Prison Break, eu tinha lá meus 12 anos, achava sensacional. Pra mim era perfeito, não tinha um erro sequer. Talvez por na época eu ser mais ingênuo, eu não percebia o quão exagerada a série era. Mas mesmo assim, alguns anos depois, vibrando a cada episódio que lançava, terminei de assistir e eu ainda hoje acho foda. Prison Break ainda tem um cantinho especial na minha vida (na primeira prateleira da minha estante, onde estão os boxes das 4 temporadas). Mas o X da questão é que Prison Break, desde o começo, segue esse estilo de série perfeccionista – leia-se com seus exageros -, o seu público alvo é esse mesmo, e ela nunca enganou seus telespectadores – por que diabos sempre que eu falo essa palavra lembro do Rau Gil??. Então é aceitável tudo aquilo que acontece no contexto em que a série foi apresentada.
Já Dexter, é uma série que deste o primeiro episódio demonstra que não vai seguir esse estilo hollywoodiano cheia de explosões e o mocinho saindo ileso e idolatrado. Eu sei, não é tãao real assim. Tem cenas do Dexter escapando de situações meio impossíveis. Mas, na maioria das vezes, é algo aceitável que aconteceria na vida real.
Enfim… Meu ponto é que, até agora, os diretores, produtores e roteiristas de Dexter parecem ter tudo sob controle. A série continua impecável apesar dos altos e baixos. Não dá pra toda temporada ser ÉPICA como a primeira ou a quarta né? Mas é o que eu digo. No nível de Dexter pode não ser tão bom, porém continua sendo ótimo comparado com o resto. O problema é que eu tenho muito medo de acontecer o que acontece com várias séries. Sabe a famosa “triologia de cinco livros” do Douglas Adams, que ele foi pressionado pela editora pra escrever mais porque tava dando dinheiro? Então, tenho medo de acontecer isso com Dexter e fuder com o roteiro que já tava tão bem traçado. Tenho medo de virar aquele tipo de série que você termina de assistir só porque já tá acompanhando há muito tempo. Dexter é uma série indescritível de tão genial que é e eu gostaria que ela fosse infinita, mas não é. Ao longo da quinta temporada, eu ficava pensando que deveria ter acabado na quarta. Ia finalizar com chave de ouro e não ter um defeito sequer. Mesmo assim, eles continuaram e não deixou de ser foda. Pelo visto, tava tudo planejado e, mais uma vez, me surpreenderam. Entretanto, agora já estamos na sexta temporada, a sétima e a oitava já foram confirmadas e a série começa a demonstrar lapsos de que talvez esteja se prolongando demais.
Antes de ver o episódio 6×11 estava discutindo com alguns amigos no MSN sobre Dexter. Eu vi que o último episódio (6×12) se chamaria “Eletric Chair” e criei uma teoria que COM CERTEZA não vai se concretizar, porém, seria muito plausível e os fãs iam gostar: Imagina se a polícia descobre sobre Dexter e seu Dark Passenger. Eu sei, provavelmente todos vocês pensam nisso toda temporada. Mas ESSA temporada é perfeita para isso. Ele tá começando a demonstrar sinais de quem tá mudando. Tá cometendo vacilos toda hora e foi muito influenciado pelo Brother Sam. A polícia descobrir ele agora seria o timing perfeito. Ele é preso porque é pego de surpresa e, como sempre, consegue escapar.
As últimas duas temporadas seriam basicamente Debra x Dexter – que é aliás, o segundo tema em foco nessa temporada. Irmã x Irmão. Polícia X Assasino. Não seria apenas um gato e rato qualquer. Haveria diversos dilema complexos para serem retratados. Primeiro a relação da Debra com ele. Muitas vezes ela ia se atrapalhar nas investigações, não só por ter um sentimento muito forte pelo Dexter, mas também pelo personagem dela ser, desde sempre, muito fodido (qual seria a melhor tradução pra “messed up”?). Teria também o Dexter entrando em contradição com o código do Harry, porque o código foi feito para ele não ser apanhado. Se o descobriram, como agir? Ele não tem um código para isso, teria que se virar por conta própria. Iria matar inocentes ou continuar “fazendo justiça” – mas deste modo, como se livrar da polícia?
Por fim, ele morrendo ou não, daria para fazer um series finales foda que deixaria todos de queixo caído. Quem sabe o Dexter sendo sentenciado a morte e o Harrison tendo que ser criado pelo parente mais próximo: a tia. A mesma tia que MATOU o pai dele. E na última cena, Harrison mata um cachorro – começando exatamente como o pai. Ou então quem sabe seguindo o estilo do último episódio da quinta-tempora. Dexter se safa e começa a mostrar indícios de que está mudando. No final, faz um discurso comovente e inspirador em relação ao Dark Passenger e quem sabe uma luz que todos têm, mas choca terminando com alguma frase do tipo “But wishes, of course… ARE FOR CHILDREN.”
Contudo, depois de ver o 6×11, apesar de em alguns pontos minha teoria ser suportada – por exemplo quando o Dexter se fode todo ao tentar matar o Travis – ficou evidente que não é esse rumo que eles querem tomar. A cena exageradíssima do Dexter escapando daquela explosão mostrou que querem deixar ele vivo e sobretudo, ileso até o último segundo, custe o que custar. De fato, preparou o terreno pra mais um season finale excelente, mas encaminhou a série para o seu prolongamento. Não que o Dexter tivesse que morrer ali, só não vi necessidade pra fazer um escapamento tão grandioso digno de hollywood assim.
Além do mais, a Debra se mostrou muito fraca para quem sabe um dia perseguir seu irmão. Ela se apaixonando pelo Dexter foi uma das coisas mais ridícula e dispensável que já aconteceu. Estava tudo certo quando eles trabalhavam na relação dos dois com o amor FRATERNO imenso da Debra por ele. Estavam nos preparando para que, em breve, ela conhecesse o Dark Passenger. Não era para criarem uma paixão sem sentido e doentia. Porque porra, você não deixa de querer ter relações com seu irmão(a) só porque é do mesmo sangue. A questão do sangue é a menos considerável de todos, o que conta é o convivío familiar e essa merda toda aí.
O que resta agora é esperar que, mais uma vez, esses filhos da puta por trás do seriado nos surpreendam e deixem um season finale com gostinho de “QUERO VER MAIS DEXTER NESSE MINUTO!!! NÃO É POSSÍVEL QUE TEREI QUE AGUENTAR QUASE UM ANO!” como eles sempre conseguem fazer.
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E aí veio o season finale. Eu ansioso como sempre, tive que assistir ao vivo. Eram 23h50 e eu ja tinha aberto umas cinco abas com sites diferentes que transmitiriam online. Deu 00h, a hora que começaria, e apenas duas delas funcionaram. Mesmo assim, eu continuei. Tive que fazer uma gambiarra enorme para conseguir contorcer um pouco as travadas (porque evitar os lags que davam todo segundo era difícil, o máximo que eu podia era diminuir um pouco): deixar duas abas abertas e quando a que eu tivesse vendo travasse, eu ia pra outra. Foi o que me salvou e permitiu que eu visse o episódio, apesar das ainda constantes travadas.
Até agora ainda não decidi se foi um episódio bom ou ruim. O enredo foi muito bem pensado e empolgante, mas o jeito que eles fizeram foi um pouco falho. Um dos pontos que mais me chamou a atenção foi a morte do Travis. Eu esperava algo mais grandioso e eles deixaram como segundo plano para a descoberta da Debra, o que também podia ter sido mais bem trabalhado – neste episódio, porque o resto da temporada foi todo preparando esse acontecimento, como eu já disse. Apesar do “I’m a father, a son, a serial killer” ter sido uma frase impactante, o resto foi bem fraquinho. O exagero em alguns momentos, a sorte forçada do Dexter e a previsibilidade (isso existe?) de algumas cenas continuaram.
Enfim, sobre esse episódio minha crítica, por enquanto, fica um pouco superficial, pois ele ainda não tá muito claro na minha cabeça. Foi aquele tipo de coisa que te deixa “PUTA QUE PARIU QUE MERDA FOI ESSA?? EU PRECISO DE MAIS!” mas ao mesmo tempo, quando você repensa sobre a temporada em relação ao resto da série você percebe que fugiu um pouco do padrão. Aquele famoso ditado se encaixa perfeitamente aí: “em time que está ganhando não se mexe”.



agora só ano que vem
Que ditado é esse o.o. Deixe bem claro que essas não são suas teorias, são nossas.